terça-feira, 8 de dezembro de 2009

A capacidade de esforçar-se

Resiliência. Hoje ouvi essa palavra, que há muito não ouvia. Antes o contexto relacionava-se aos animais sujeitos ao processo produtivo (bovinos, caprinos...). Agora, relacionou-se com a capacidade de alguém superar situações críticas como obstáculos em uma simples corrida matinal ou na tomada complexa de decisões. Elevado ao âmbito dos negócios o significado da palavra torna-se um conceito que vê no ato de persistência o caminho inevitável para se alcançar o sucesso. Quem fez a abstração foi o engenheiro agrônomo Miguel Cavalcanti, do AgriPoint/BeefPoint, em entrevista ao podcast do blog Imperator. Uma injeção de otimismo, e um case diferenciado em tecnologia e comunicação.

É a máxima: invisto, insisto e persisto. Não deu certo? Desisto. E invisto...

domingo, 1 de novembro de 2009

A Loira e o Mendigo

Enquanto se discutiu aos quatro cantos a (in) decência do minivestido usado pela estudante da UNIBAN, uma cena não menos dramática ocorreu em plena avenida Pompéia, a 50 metros do Metrô Vila Madalena, em São Paulo.




Hoje (1°/11), por volta das 14h30, um morador de rua que vive nas imediações resolveu fazer do posto Ipiranga o seu "reservado". Lá, ele contou com a ajuda dos frentistas e demais funcionários para tomar banho ao ar livre. Usou os recipientes de água, xampu e num canto do posto banhou-se vestindo apenas bermuda.




Visivelmente embriagado, ele gastou em torno de 30 minutos para efetuar a própria higienização. Mulheres, crianças, idosos e outros, passavam pela calçada e apreciavam um verdadeiro peep-show, onde a atração esfregava as partes íntimas enquanto estava coberto de espuma. Os moradores dos edifícios nas proximidades assistiram de camarote, situação que permitiu, portanto, a gravação das imagens acima (os vídeos mostram apenas o final do banho).




Aí eu penso: punk rock arrrrrout the clock!

sábado, 19 de setembro de 2009

Tecnopersuasão

O recente sucesso do movimento "Yes We Can" do, então, candidato à Presidência dos EUA, Barack Obama, apontou qual o caminho a ser tomado quanto à linha de comunicação das futuras campanhas políticas.
Essa semana, a liberação da propaganda política na web entrou em pauta no Senado brasileiro; ontem, o humorista Marcelo Adnet foi destaque nos portais de notícias ao declarar sua intenção em se candidatar a algum cargo do gênero; hoje, o Clube de Criação noticiou a importância que as agências digitais terão diante desses cenários.
Quem será o político queridinho dos nerds brasileiros?
Será o Campus Party 2010 um termômetro (ou um palco)?

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Concretitude


É com enorme satisfação que conferi, no último fim de semana, o retorno do designer, artista plástico e poeta visual, Gastão Debreix. Após hiato na produção artística, ele prepara uma série de novos trabalhos. Pelos protótipos apresentados, Debreix continua com a língua, ou imagem, afiada a exemplo de poemas como "Diálogo" (foto). O artista reside em Bauru (SP), onde possui ateliê. Alguns de seus trabalhos estão na Arterix, na pça Benedito Calixto, em São Paulo.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

O Baixo-Augusta

Sempre visitando novas formas de escrever, finalizei nos últimos dias o roteiro para Graphic Novel, intitulado Baixo-Augusta. É uma novela, portanto ficção, em 10 capítulos e apresentada em time-lines, no formato roteiro - pronta para um mash-up. Vejo nesse modelo um estilo versátil de se contar histórias, inclusive reais, além de um desdobramento diferenciado para o jornalismo literário. Falando nisso, o próximo trabalho que estarei subindo para o Blogger é uma reportagem nos moldes do New Journalism. Chama-se “A Cantina”, está em revisão (ortográfica e gramatical) e logo irei disponibilizá-la.

domingo, 14 de junho de 2009

Eu quero é ver gol!

Hoje o Globoesporte.com transmitiu também via internet a partida de estreia da Copa das Confederações. O jogo, entre a dona da casa África do Sul e o desconhecido - mas não menos destemido em campo - Iraque, teve a cobertura da equipe do PFC. O modelo ainda sofre com algumas limitações de uma transmissão ao vivo pela web, mais precisamente resolução de imagem. Quem quiser assistir aos jogos do torneio é só acessar o portal.
Nota do Redator
A inevitável popularidade de canais como o Justin.tv, onde é possível assistir a programação de emissoras como a Globo, por exemplo, mostrou o quanto esse modelo de broadcasting chama a atenção. Assisti pelo notebook e valeu a pena. Será essa competição um laboratório pra Copa 2010? Era de se esperar: a entrada das grandes corporações de comunicação na web implica em padrão de qualidade.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Quem fura não apura

Conforme anunciou o site Blue Bus, através de Luciana Van Deursen Loew, as palavras (ou tags) mais citadas hoje no Twitter são relacionadas ao acidente com o avião da Air France que saiu do Rio de Janeiro em direção à Paris. O post do Blue Bus orienta a busca para o conteúdo do Twitter afirmando ser possível encontrar, a respeito da tragédia, "notícias atualizadas e ainda não divulgadas pelos principais sites".
Nota do Redator
Enquanto escrevia esse post o frenesi era por conta de quem divulgaria, ou de quem acessaria, primeiro a lista oficial dos passageiros do voo. O entusiasmo de Loew ao citar que muita gente recorre ao micro-blogging ao invés dos veículos tradicionais para se atualizar sobre a notícia mostra uma nítida tendência ao "furo de reportagem" estar nas mãos dos comunicadores. No entanto, apurar continua trabalho das mídias tradicionais.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Vida de Blogueiro

"Eu tinha sido formado dentro dos princípios do jornalismo impresso, e quando os repórteres da televisão começaram a entrar em campo, durante meus primeiros anos no Times, foram escarnecidos por meus colegas mais velhos como uma raça de bastardos que envergonhavam a profissão."
"...âncoras e pauteiros da televisão não tinham formação e experiência para avaliar com propriedade e comunicar de forma compreensível, confiável e equilibrada os acontecimentos importantes do dia."
"... o público estava agora recebendo a maior parte das notícias impactantes pela televisão, e esse sedutor meio visual estava em alguma medida intensificando, alterando ou descrevendo reflexamente a realidade, ao oferecer comprovações visuais de sua existência, e estava exercendo sobre o público um impacto mais imediato e profundo do que o jornalismo impresso..."
Nota do Redator:
As palavras acima são do mestre do new journalism, o americano-calabresi Gay Talese. Estão descritas (págs. 186 e 187, respectivamente, cap. 14), no seu mais recente livro traduzido e publicado no Brasil: Vida de Escritor - A Writer´s Life (2006). As frases são referentes a 1965, quando o jornalista realizava a cobertura sobre a marcha dos negros pelo direito ao voto, que ocorreu entre as cidades de Selma e Montgomery, no estado racista do Alabama. Talese visita a Flip este ano.
Qualquer coincidência nas observações de Talese com a discussão atual jornalismo x blogs é mera semelhança.

sábado, 9 de maio de 2009

Google Poor Media

O Google divulgou essa semana que investirá em mídia tradicional, no caso a TV. Um filme sobre o Chrome, navegador do maioral das buscas, será apresentando na velha telinha. Na internet, o material já circula há um bom tempo. Outro que está expandindo da web para outras mídias é um dos co-fundadores do Twitter. Dorsey criou o Squirrel.
O Redator assiste:
Chegou a hora da integração definitiva com a internet. Ela não é "o" canal, apenas mais "um". Pelo ponto de vista da experiência o mundo digital não vai anular de vez outras mídias e sim enriquecê-las. Hoje, assistia ao Soletrando e me dei conta do buzz existente com o ingresso no programa de jovens oriundos das cidades mais desconhecidas do país. É inegável, a Globo organiza uma verdadeira ação de guerrilha.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Colunismo na rede

A ênfase da Nielsen para os 40% de retenção do Twitter em relação aos seus usuários foi destaque em importantes portais como o Info, Uol, Globo ou eFluxMedia. No blog Marketing Pilgrim, um gráfico indica que no Facebook e no MySpace o percentual é de 60%.
Visão do Redator:
Não demorou para o tio Jacob Nielsen tentar colocar um freio no Twitter. O maior especialista do mundo em usabilidade sabe que o tempo, agora, é o seu maior inimigo. Nielsen não pode deslocar a maior parte da sua equipe para a nova plataforma e, no meio da crise, contratar um batalhão para "analisar" o Twitter é contramão. Resta o velho colunismo.

domingo, 19 de abril de 2009

Qual é o seu Pagerank Google no Twitter?

O @rafinhabastos é 5. O @interney, a @rosana e o @marcelotas são 6. O @aplusk, ou Ashton Kutcher, ou "Rei do Twitter", é 7. E o seu? Qual o seu Pagerank Google no Twitter?
Nota do Redator:
Os norte-americanos sabem muito bem o que estão falando quando nomearam o Twitter de micro-blogging. E se tem uma coisa que o Google não aceita é técnica de chapéu. Conteúdo é isso: "SEO no dedão".

sexta-feira, 17 de abril de 2009

@jasper entrevista @raquelrecuero

Encerrou-se, hoje, pouco antes das 18hs a entrevista - via Ustream.tv - de @jasper com a professora e pesquisadora @raquelrecuero. Ela, junto com Gabriela Zago, realizou uma pesquisa que detalha o perfil do usuário do Twitter no Brasil. O estudo revela também dados importantes de outras redes sociais. De acordo com @jasper, o podcast da conversa estará no blog da Talk a partir de segunda-feira (20/04).
O Redator acompanhou:
Entrevista imperdível. Fiquem atentos e baixem o arquivo assim que o Juliano Spyer colocar no ar. As respostas de Recuero são esclarecedoras. A analogia com a teoria do Poder, de Focault, aplicada aos grupos e a citação de Augusto de Franco caem como uma luva na discussão. A festa está começando a esquentar.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Entre 140 caracteres

O Twitter abre espaço para boas ideias. Através do redator @tfmoralles veio a informação sobre o concurso #140letras. Da @rosana, a divulgação do #twittereh. Ambos lidam com literatura digital, estão na rede por mais alguns dias e são exemplares para o exercício e divulgação de novos textos.
O Redator participa:
Taí uma ótima forma de incentivar a turma da Twittosfera a produzir conteúdo de boa qualidade. Além de tudo, é fácil participar, não demanda mais do que ter a ideia e digitá-la. Pronto. Os idealizadores estão de parabéns e que surjam outros concursos assim.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Pesquisa de Cabeceira

Passou quase que despercebida a divulgação, no final de março, da 4ª Pesquisa sobre uso de tecnologias da informação e comunicação do Brasil (TIC Domicílios 2008). O documento mais completo, e confiável, para entender o perfil da internet brasileira. Este ano, o NIC.br, organizador da pesquisa, incluiu dados do setor rural. O download, e portanto o acesso às informações, é gratuito.

Nota do Redator:

Desde 2007, acompanho o relatório do Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (CETIC.br). É indispensável para quem trabalha com internet. Em 1998, atuei em projetos de web no agronegócio, entre eles o pioneiro, e já finado, portal Agrosite. Contudo, depois de 10 anos, o perfil do setor continua praticamente o mesmo em relação à internet. Pelo potencial, é um desperdício.

sábado, 11 de abril de 2009

Ruby can't fail

Voltou à tona nos últimos dias a discussão - iniciada em 2008 - sobre o Jaiku, Flutter e outros micro-bloggings. Especulações sobre o Twitter continuam. No Brasil, usuários do comunicador fazem search por ali mesmo. Enquanto isso apps e agregadores pipocam sem parar para todos os lados. O RubyOnRails está no auge.

Opinião do Redator:

Não sou programador, mas acompanho a área e desde o surgimento do Ruby estou de olho nele. A revolução não está no Twitter, mas no Ruby. Sua evolução - com toda a gama de possibilidades que oferece - ditará os rumos da web. Haja servidor, se o Cloud Computing não pegar logo.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Joga pedra no Danilo!

Apesar de segui-lo e de ser seguido por ele, não conheço o Danilo Salles e nem tenho ideia de quem seja pessoalmente (a não ser pelo seu perfil no Twitter). Há dois dias descobri ser o criador do tal script dos milhões (que eu não uso). A questão não é defendê-lo, porém, condená-lo - o que virou febre agora na web - considero ser uma injustiça. Não seria mais coerente aplaudir a habilidade técnica desse garoto, sentir orgulho de ver um brasileiro criar tal ferramenta e, então, ajudar a implementá-la? Vamos corrigir os seus defeitos. Não é esse o conceito de co-working ou wiki?
O Redator ressalta:
É triste ver num espaço que se diz inovador a impregnação da velha cultura de não aceitar o sucesso do outro. Eterna Capitania Hereditária!

segunda-feira, 30 de março de 2009

E vamos, que vamos

Com a expectativa de mobilizar 1 bilhão de pessoas frente às 2 milhões da última edição, a WWF promoveu no último sábado a versão 2009 da Hora do Planeta. Entusiastas de um lado, críticos de outro. O blog Contraditorium trouxe no mesmo dia (28/03) um post polêmico, questionando a real eficácia de tal movimentação. E dá-lhe comentários.
A Hora do Redator:
Se você acredita estar fazendo o bem não vejo porque não aderir ao movimento, ao passo que não é porque você não concorda que deva ficar calado. Sendo assim, o Contraditorium faz um papel muito importante: o dualismo, ou a contradição da realidade. De qualquer forma, foi o tema da semana na internet com sua tag esmagando as demais na caixa de nuvens do Migre.me. Só não vi ainda qualquer ação publicitária integrada com a mobilização.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Futebol, bananas e Twitter

A revista .net, n°105, ano 09, que circula nas bancas e cafés, traz duas matérias interessantes. A primeira é a entrevista com Vitor Lourenço, o brasileiro que trabalhou na interface do Twitter. Agora, diz a revista, ele muda para os EUA. A outra é sobre os superbuscadores, a nova tendência do mercado de buscas. Além de segmentar, a área de pesquisas adotará a personalização, o conteúdo de imagens, a localização, trechos de áudio e vídeo e outras artimanhas.

O Redator avisa:
O TwitterBrasil.org deu a notícia do Lourenço em setembro de 2008, mas é curioso, os brasileiros estão sempre em todas. Quanto aos buscadores é ótima essa abordagem, acredito que a tendência - para o usuário - é a segmentação e o uso de agregadores que pulverizem a pesquisa em diferentes buscadores. Agora, vai num café e lê a revista gratuitamente. Tirando esses dois textos, não vale a pena pagar R$ 14,90 numa revista de tecnologia que não está online, nem tampouco apreciar seu péssimo design.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Wiki Brasil

Através da campanha "Adote um Parágrafo", Juliano Spyer, do blog NaoZero, incentiva o trabalho colaborativo direcionado à tradução, para o português, de textos importantes em língua estrangeira. A proposta angaria novos adeptos e mostra, desde já, bons resultados. Além disso é dele a organização do livro "Para Entender a Internet". Disponível gratuitamente para download.
O Redator colabora:
Estou em débito, mas vou colaborar é claro com essa proposta, muito válida por sinal. Quanto ao livro, ainda não finalizei a leitura, por enquanto gostei, mas posso afirmar uma coisa desde já: é preciso tomar muito cuidado com Direitos Autorais. Estou vendo textos que são reproduções quase fiéis do trecho de obras de outros autores (sem citação da fonte). Por fim, não poderia deixar de falar dos contrapontos como o post: "Tudo grátis na internet, até quando?".

terça-feira, 24 de março de 2009

O nome disso é Reclame

Já era de se esperar o uso de espaços comerciais no Twitter. Começou recentemente através de uma parceria com a Microsoft. O Google chiou, o mercado mexe. A ideia inicial é uma caixinha (ou box) retangular no lado superior direito da página. E se o caso é propaganda e Twitter, Marcelo Tas, Telefônica e o #xtreme ainda deram muito o que falar. É jabá, não é; é comercial, é informação; enfim, repercutiu.
Visão do Redator:
Eu sei que o Twitter necessita de receita e que está tentando trazer algo de novo. Isso é bom. Quando faço referência à falta de "magia" nos links patrocinados é esse o ponto: AdWords e AdSense precisam evoluir. Quanto ao Tas, ao surgir essas polêmicas eu sempre me lembro da história do The Clash, no final da década de 1970. No auge do movimento punk os caras vão lá e fecham um contrato publicitário com a Pepsi. "Ah... mas é o Clash!". É, mas pegou mal.